De vez em quando a gente tem que falar em política, embora eu ache que não seja o Face o lugar mais indicado, mas, tem horas em que não dá para deixar em branco a cara de pau duma certa rede de comunicação.
Radicais Disfarçados
Sempre fui defensor da ampla liberdade de opinião. Posso não concordar com as ideias de alguém, mas sempre vou defender o direito desta pessoa expressar e defender suas ideias, respeitados os direitos dos que delas discordam. Ter uma opinião não é salvo-conduto para agredir, ofender e, mesmo, caluniar ou difamar os que pensam de modo diferente.
Quem me conhece sabe que não morro de amores por num certo presidente que andou perdendo um dedo de forma um tanto quanto nebulosa. Também não sou fã do presidente aquele apaixonado por leite condensado e destrambelhado no falar.
Acredito, assim, que posso escrever com uma certa neutralidade, embora não seja um profissional da informação ou “desinformação”, como faz uma determinada rede de comunicação. Como não sou pessoa que tem a obrigação de informar com isenção, posso, se o quiser, expressar minhas ideias puxando a brasa para meu assado, sem atropelar a ética, principalmente a ética profissional, que exige dum jornalista a neutralidade em seu trabalho.
E essa história do senador Bolsonaro, cuja única qualificação que conheço é a de ser filho do presidente Messias, tendo chegado onde chegou graças à influência e poder de voto paternos, deixa bem clara a atuação tendenciosa da Rede aquela.
Claro que tem caroço neste angu. Na minha opinião o rapaz está fora da disputa presidencial, ainda que os pilas que andou pleiteando com o banqueiro vigarista realmente tenham sido destinados somente à produção do filme sobre o Jair, meu tocaio.
Há coisas que são vedadas a quem tem pretensões políticas e uma delas é desconsiderar o antigo provérbio: “À mulher de César não basta ser honesta, tem que parecer honesta”.
Se quero ser presidente na carona do nome de meu pai, posso até querer retribuir o grande favor prestado, procurando os trocos para a produção dum filme contando a vida daquele que me conduziu ao posto que conquistei. Agora, cento e trinta e quatro milhões de reais é pila que não acaba mais para produzir um mero documentário. Consta que seria uma das produções mais caras do cinema brasileiro. Claro que isso já não pegaria bem, mesmo que fosse dinheiro vindo de banqueiro de reputação ilibada, se é que existe, pois quem vive da usura já tem um baita arranhão no seu irretocável conceito.
Não precisa ser tendencioso para condenar o procedimento dum senador que, em vez de legislar, dedica seu tempo a buscar dinheiro para um produção milionária em prol de seu pai/padrinho político.
Agora, que a Rede aquela está exagerando na tendenciosidade para queimar o Flávio Bolsonaro, só não vê quem não quer.
E o pessoal aqui do Rio Grande, da Rede Regional, então, este merece a taça.
Se este pessoal tem a mesma competência, no caso do filme, que teve na cobertura do acidente trágico do avião em Capão da Canoa, estamos bem arrumados.
Sou um mero piloto privado, por isto entendo um pouquinho de aviação. E quando a tal de RBS foi cobrir o acidente, os repórteres e os comentaristas, achando-se as melhores bolachas do pacote, já começaram a bancar os peritos, dizendo que uma das causas do acidente teria sido o fato de o piloto não ter decolado com vento de cauda. Pois, segundo eles, o vento de cauda contribuiria para uma decolagem mais curta, evitando o choque com o restaurante, etc.
Ora, qualquer criança que já fez uma pandorga sabe que o que faz ela subir é o vento de frente, não o que vem por trás da pandorga ... Nunca vi um guri correndo a favor do vento para soltar pipa ...O princípio é mais ou menos o mesmo. O que faz a pandorga subir é o que faz o avião decolar, a grosso modo. Em vez do barbante, temos o motor com a hélice puxando a aeronave e criando o “vento” e reações aerodinâmicas que sustentam o avião no ar. Quanto mais “vento” passa pelas asas, mais cedo a aeronave decola. Assim, temos o vento relativo criado pela velocidade que, se somado ao vento real do momento “encurtam” a distância a ser percorrida antes do avião poder voar.
Que o repórter, por ser, normalmente um iniciante sem grande experiência e estar sobe a pressão do momento, sem tempo para pesquisar, haja errado, vá lá. Agora, no dia seguinte, um comentarista madurão, experiente, querer bancar o doutor em aviação e reforçar a ideia do iniciante, aí é dose para mamute.
Se eles, os infalíveis, erram em assuntos tão simplórios, imaginem o que fazem em situações delicadas onde não têm o mínimo de informação necessária, como essa de agora.
Ah, não pensem que estou defendendo o Flavinho: estou apenas tentando ver as coisas com a neutralidade necessária. Aliás, sobre este senador, tenho a dizer que não conheço um único projeto seu em prol do sofrido brasileiro. Mas isto não dá o direito aos participantes da REDE de virem com informações, “supositórios”, teses, etc.
Eleitoralmente esclareço que sempre busco votar em pessoa que considere melhor e mais capacitada do que eu. A única capacitação desse rapaz que eu conheço é a capacidade de ter sido filho do Messias. Assim, muito dificilmente iria ou irei votar nele, assim como não pretendo votar no presidente que perdeu um dedo.
Espero sinceramente que a direita e a esquerda apresentem candidatos melhores dos que estão liderando as pesquisas.
Mas espero, especialmente que alguns de nossos jornalistas especializados em política ou não, se informem melhor sobre o assunto que estão cobrindo e, mais ainda, que deixem de ser tendenciosos e parem como diria o Nelson Piquet, de “ ... pela boca.”
Ou, que considerem o que dizia o rei Salomão: “Até o estulto quando se cala é tido por sábio”. Provérbios 17:21.
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