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domingo, 17 de maio de 2026

Radicais Disfarçados

 De vez em quando a gente tem que falar em política, embora eu ache que não seja o Face o lugar mais indicado, mas, tem horas em que não dá para deixar em branco a cara de pau duma certa rede de comunicação.

Radicais Disfarçados
Sempre fui defensor da ampla liberdade de opinião. Posso não concordar com as ideias de alguém, mas sempre vou defender o direito desta pessoa expressar e defender suas ideias, respeitados os direitos dos que delas discordam. Ter uma opinião não é salvo-conduto para agredir, ofender e, mesmo, caluniar ou difamar os que pensam de modo diferente.
Quem me conhece sabe que não morro de amores por num certo presidente que andou perdendo um dedo de forma um tanto quanto nebulosa. Também não sou fã do presidente aquele apaixonado por leite condensado e destrambelhado no falar.
Acredito, assim, que posso escrever com uma certa neutralidade, embora não seja um profissional da informação ou “desinformação”, como faz uma determinada rede de comunicação. Como não sou pessoa que tem a obrigação de informar com isenção, posso, se o quiser, expressar minhas ideias puxando a brasa para meu assado, sem atropelar a ética, principalmente a ética profissional, que exige dum jornalista a neutralidade em seu trabalho.
E essa história do senador Bolsonaro, cuja única qualificação que conheço é a de ser filho do presidente Messias, tendo chegado onde chegou graças à influência e poder de voto paternos, deixa bem clara a atuação tendenciosa da Rede aquela.
Claro que tem caroço neste angu. Na minha opinião o rapaz está fora da disputa presidencial, ainda que os pilas que andou pleiteando com o banqueiro vigarista realmente tenham sido destinados somente à produção do filme sobre o Jair, meu tocaio.
Há coisas que são vedadas a quem tem pretensões políticas e uma delas é desconsiderar o antigo provérbio: “À mulher de César não basta ser honesta, tem que parecer honesta”.
Se quero ser presidente na carona do nome de meu pai, posso até querer retribuir o grande favor prestado, procurando os trocos para a produção dum filme contando a vida daquele que me conduziu ao posto que conquistei. Agora, cento e trinta e quatro milhões de reais é pila que não acaba mais para produzir um mero documentário. Consta que seria uma das produções mais caras do cinema brasileiro. Claro que isso já não pegaria bem, mesmo que fosse dinheiro vindo de banqueiro de reputação ilibada, se é que existe, pois quem vive da usura já tem um baita arranhão no seu irretocável conceito.
Não precisa ser tendencioso para condenar o procedimento dum senador que, em vez de legislar, dedica seu tempo a buscar dinheiro para um produção milionária em prol de seu pai/padrinho político.
Agora, que a Rede aquela está exagerando na tendenciosidade para queimar o Flávio Bolsonaro, só não vê quem não quer.
E o pessoal aqui do Rio Grande, da Rede Regional, então, este merece a taça.
Se este pessoal tem a mesma competência, no caso do filme, que teve na cobertura do acidente trágico do avião em Capão da Canoa, estamos bem arrumados.
Sou um mero piloto privado, por isto entendo um pouquinho de aviação. E quando a tal de RBS foi cobrir o acidente, os repórteres e os comentaristas, achando-se as melhores bolachas do pacote, já começaram a bancar os peritos, dizendo que uma das causas do acidente teria sido o fato de o piloto não ter decolado com vento de cauda. Pois, segundo eles, o vento de cauda contribuiria para uma decolagem mais curta, evitando o choque com o restaurante, etc.
Ora, qualquer criança que já fez uma pandorga sabe que o que faz ela subir é o vento de frente, não o que vem por trás da pandorga ... Nunca vi um guri correndo a favor do vento para soltar pipa ...O princípio é mais ou menos o mesmo. O que faz a pandorga subir é o que faz o avião decolar, a grosso modo. Em vez do barbante, temos o motor com a hélice puxando a aeronave e criando o “vento” e reações aerodinâmicas que sustentam o avião no ar. Quanto mais “vento” passa pelas asas, mais cedo a aeronave decola. Assim, temos o vento relativo criado pela velocidade que, se somado ao vento real do momento “encurtam” a distância a ser percorrida antes do avião poder voar.
Que o repórter, por ser, normalmente um iniciante sem grande experiência e estar sobe a pressão do momento, sem tempo para pesquisar, haja errado, vá lá. Agora, no dia seguinte, um comentarista madurão, experiente, querer bancar o doutor em aviação e reforçar a ideia do iniciante, aí é dose para mamute.
Se eles, os infalíveis, erram em assuntos tão simplórios, imaginem o que fazem em situações delicadas onde não têm o mínimo de informação necessária, como essa de agora.
Ah, não pensem que estou defendendo o Flavinho: estou apenas tentando ver as coisas com a neutralidade necessária. Aliás, sobre este senador, tenho a dizer que não conheço um único projeto seu em prol do sofrido brasileiro. Mas isto não dá o direito aos participantes da REDE de virem com informações, “supositórios”, teses, etc.
Eleitoralmente esclareço que sempre busco votar em pessoa que considere melhor e mais capacitada do que eu. A única capacitação desse rapaz que eu conheço é a capacidade de ter sido filho do Messias. Assim, muito dificilmente iria ou irei votar nele, assim como não pretendo votar no presidente que perdeu um dedo.
Espero sinceramente que a direita e a esquerda apresentem candidatos melhores dos que estão liderando as pesquisas.
Mas espero, especialmente que alguns de nossos jornalistas especializados em política ou não, se informem melhor sobre o assunto que estão cobrindo e, mais ainda, que deixem de ser tendenciosos e parem como diria o Nelson Piquet, de “ ... pela boca.”
Ou, que considerem o que dizia o rei Salomão: “Até o estulto quando se cala é tido por sábio”. Provérbios 17:21.

sábado, 18 de abril de 2026

Outono Esburacado - 18 de março de 2026

    Como todos sabemos estamos em plena colheita, final do arroz e a pleno com a soja. 

  Claro que os produtores esperam  estradas, pelo menos, em condições razoáveis. Não é o que acontece com a estradinha que vai até a casa do blogueiro. Antes de chegar lá, passa por quatro pequenos produtores. Como se vê pelas fotos, carro pequeno ainda passa, mas, basta apenas mais uma chuva de média intensidade, para ficarmos todos isolados, literalmente sem saída. A soja deve apodrecer nas lavouras? Já não bastam as chuvas e garoas intermitentes?

   É bom esclarecer que esta situação não é de agora e que já fizemos vários pedidos de providências. 

   Segue um videozinho sobre o assunto. Tem que ser em baixa resolução pois nossa internet é limitada.



   

segunda-feira, 16 de março de 2026

16 de março de 2026 - Derrota do Inter - Estupro em S. Pedro do Sul

 ETERNA BUSCA

   Prossegue o "procuramento"


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Crime Hediondo em S. Pedro do Sul - Padrasto Estuprava Enteada Desde os Dez Anos

   A notícia em si, todos já devem ter visto. Por isso blogueiro visa mais comentar e manifestar sua revolta e repúdio.

   Todos sabem que no sistema prisional há uma regra, sempre obedecida: os estupradores recebem corretivos que nenhum meio oficial aplica. Consta que recebem o mesmo tratamento que  dispensavam às suas vítimas. Não se quer defender os aplicadores da "Justiça com as próprias mãos", mas este é um dos poucos casos em que não existe impunidade  para o criminoso e, contraditoriamente, não é o Estado o aplicador da Lei e o defensor da sociedade. 

    Há um tabu quanto a pena de morte. Claro que houve erros judiciais no passado, onde inocentes acabaram mortos. Agora, em casos onde a culpa fica cristalinamente comprovada, este crime mais do que hediondo, que vitima crianças ou mulheres indefesas, não merece abrandamento na aplicação das penas. Os contrários à pena de morte, alegam que defendem a vida. Defender a vida é uma coisa: defender quem, em muitos casos, matou para satisfazer seus instintos bestiais é defender a vida? E a vida duma criança morta não vale nada?

   Neste caso o criminoso não matou a vítima, até porque, supõe-se, pretendia continuar no seu procedimento brutal, ameaçando a vítima de morte.

   Não conhece o blogueiro um único caso de estuprador que se haja regenerado. Ao contrário, quando surge um novo crime destes, antes mesmo de que se haja prendido o  lixo que envergonha a raça humana, não digo animal para não ofender os bichos, já se sabe: em quase todos os casos, foi cometido por um foragido ou condenado anteriormente pelo mesmo delito, mesmo que já haja cumprido a pena.

   O mais triste neste caso é que, segundo foi noticiado, quando a vítima apresentava sintomas de desajuste pelo trauma, a própria mãe chegou a afirmar que preferia que a menina (entre os dez e treze anos) saísse de casa e não o estuprador. Mulher que prefere um homem a uma filha inocente, para mim envergonha todas as mulheres e mães. 

   O caso somente foi descoberto pelas professoras da escola onde a vulnerável estudava. 

   O triste é que continuaremos vendo estes crimes seguidamente. 

   Os autores, mesmo sabendo que na cadeia receberão o mesmo tratamento que deram às vítimas, continuarão soltos por aí, rindo da sociedade, de suas vítimas e das pessoas de bem. 

   Se alguém souber de uma solução, em que se trate este tipo de gente com  bondade, gentileza, tentativa de reeducação, que se manifeste. E, por gentileza, cite e prove que conhece casos em que este tipo de monstro regenerou-se. 

   "Quanto mais conheço os homens, mais estimo os animais."

    Alexandre Herculano.

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domingo, 8 de março de 2026

Dia Internacional da Mulher e Versinho Bem-Humorado

 


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                                    O Tempo Passa

 

            Quando a gente é jovem, a impressão que nos domina é a de que somos eternos, inatingíveis, insuperáveis e os escolhidos pelos deuses do Olimpo para realizar todos os nossos sonhos.

            Aos poucos a vida vai nos ensinando que não é bem assim. Raros sonhos conseguimos realizar, as conquistas planejadas, parece que conseguem sempre conseguir uma certa dianteira sobre nossa caminhada.

            Felizmente o ser humano, na maior parte dos casos, insiste na crença de que uma hora vai dar certo.

            E, às vezes, dá.

            É o caso dos pilotos. Se não, vejamos:

            Todos sonhamos em ter a vida dos pássaros, mas eles são mais felizes porque já nascem com asas. A única asa que temos é a do desodorante vencido ...

            Há os privilegiados que nascem em berço de ouro, onde os pais podem abrir caminho com seu apoio financeiro. Os “Lambe-Lambe-Retratistas”, coitados, têm que fotografar muito casório, batizado, formatura, passar noites sem dormir cobrindo tais eventos para, ao final de duas semanas, conseguir uns troquinhos extras e voar uma horinha para acrescentar à Caderneta Individual de Voo. Quando consegue voar de novo, já perdeu a embocadura do treinamento anterior e assim o brevê parece que, em vez de se aproximar, abre mais distância do infeliz candidato a Ícaro.

            Mas, uma coisa é verdade: quem foi atacado pelo vírus da aviação, tem na própria doença o remédio que lhe dá forças para insistir. E a perseverança, depois de longo tempo acaba sendo premiada. Um belo dia o instrutor, ao final da missão informa: te prepara, no próximo voo vamos checar.

            São dias e noites de enorme expectativa: a boa – saber que o sonho de ser piloto está ao alcance do braço, melhor dizendo, do pé e mão – e se eu ficar nervoso, se errar alguma manobra, me apavorar e pedir para retornar e checando noutro dia?

            Mas o homenzinho não se entrega e encara o desafio de peito aberto, mãos tremendo e sovaco derrotando zorrilhos de tão fedido. Até hoje acho que meu checador, o Pizzato, brevetou-me para não ter que suportar a fedentina outra vez ...

            E, quando vimos, apesar das dificuldades, somos pilotos.

            Cada um segue seu caminho: um vai ser Piloto de Linha Aérea, outro escolhe a Executiva, os que buscam fortes emoções – Aviação Agrícola e, uns que outros vão voando aqui, voando ali em aviões alugados,  um dia resolvem comprar um ultralevezinho básico e saem a fazer fotos por este mundão sem fim.

            Não há vacina que previna o ataque do vírus aéreo. Inoculado no organismo do infeliz, este fica condenado a sofrer da doença até que voa num cockpit meio estranho, apertado, na horizontal, sem asas e sustentado, não por reações aerodinâmicas, mas pelo emocionado adeus de amigos e familiares.

            Enquanto este dia não chega, a grande maioria dos pilotos é, de fato, uma classe privilegiadíssima. Conseguimos olhar nossos semelhantes e o mundo, quase  sempre de cima. Sabemos que somos invejados e não somos egoístas: vivemos tentando trazer para nosso mundo  outros amigos, parentes e, até mesmo, estranhos. Talvez porque saibamos que são raros os que têm o privilégio de voar até seu último dia e alguém deve ocupar nosso lugar.

            Voar, exige raciocínio rápido, coragem, decisão, atitude, reflexos agilíssimos, movimentos coordenados e precisos. Infelizmente a mãe natureza nos dá uma cota destas qualidades. À medida que o tempo escorre, vamos gastando nossas reservas, mas não nos damos conta ou fazemos de conta que não nos conscientizamos ...

            Este manicaca, um belo dia sofreu uma pilonagem, quando estava há alguns dias de completar o ciclo onde a gente passa a ser chamado de idoso.

            Era um dia de Vento Norte, fortezito, de quarenta e cinco graus, a estibordo. Quando vi, o tequinho deu uma guinada forte para a esquerda. Dei um motorzinho, realinhei a nave e fui para o toque final. Que se realizou duma forma toda escalafobética: quando o trem esquerdo tocou o solo, um outro ser assumiu o comando e o Kitfox deu outra  guinada, esta violentíssima e perdi o comando direcional totalmente. A tal guinada para a esquerda desequilibrou o aviãozinho de tal forma que a asa direita bateu com tanta decisão no solo e, com nariz e asa freando, não deu outra: pilonamos.

            Não houve dano pessoal maior do que a troca de cueca e saí do meu pouso invertido me xingando de tudo e mais um pouco: “Velho burro, incompetente, não consegue dominar um teco-teco com um vento que nem é tão forte assim.

            E me desmoralizava por mim próprio.

            Aí chega um cidadão, que estava ajudando na poda do arvoredo da chácara e fala:

            - Seu Vilsom, o senhor viu que perdeu o pneu esquerdo?

            De fato, o dito resolvera correr na pista e ir até o lugar onde se taxiava para o hangar, para diminuir o trabalho de resgate, talvez por um reflexo inconsciente, lá dele, pneu.

            Conto isto para exemplificar que, ao menos uma vez na vida me dei conta de que já não tinha os mesmo reflexos, embora a pilonagem fosse inevitável, pois a ponta-de-eixo se partira. E não houvera placaço. O pouso fora suave, tocando a roda direita (do vento) com suavidade levando o teco inclinado para evitar que o vento entrasse por baixo e dificultasse o domínio. Quando a sustentação terminou, era hora de tocar com o trem esquerdo, que tinha só o triângulo, tipo uma estaca,  para cravar com vontade na grama...

            O fato é que, como diz a música “a gente mal nasce, já começa a morrer!”

            Embora seja bom não entregar a rapadura, pode ser ruim insistir demais com o faz-de-conta de que ainda somos aquele guri que subiu no tequinho há décadas para o seu primeiro voo – o famoso em linha reta horizontal, ou quase ...

            A grande maioria dos pilotos só para quando realmente não dá mais. Parece que a vontade de continuar voando é maior do que continuar vivendo.

            Se isto é bom, ruim, nada disso, não tenho autoridade nem conhecimento para decidir. Mas um mosquito me cochichou estes dias que há uma hora em que temos de tomar a decisão: este foi meu último voo em comando.

            E até relembro do voo em que sofri uma pane de profundor, não total, mas que eu não sabia em qual momento ela se transformaria em perda completa do comando.

            “Seu burro! Há quanto tempo já devias ter parado! “

            Prosseguindo: “Se me safar desta e conseguir pousar com vida, nunca mais piloto um avião. Aqui mesmo nesta pista que, providencialmente está próxima da pane, desmonto o tequinho, ponho em cima dum caminhão e o transformo em pilas o quanto antes.”

            Pousei, descobri a quebra de uma peça de fixação, fizemos com a ajuda do dono da pista e seu filho uma improvisação para sempre, segura e reforçada.

Que durou dois anos e meio com, adivinhem qual piloto voando?

            Hoje, aos setenta e três invernos, estou quase que completamente convencido de que nunca mais comandarei um avião.

            Será?

            Contatem-me por whats, telefone, telepatia, etc. daqui a vinte anos.

            Prometo responder sem faltar com a palavra ou a verdade.

 

            Palma – São Vicente do Sul, 07/03/2026.

           

 

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